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Publicado: Domingo, 8 de julho de 2018

Filhos: o laço ameaçado

Filhos: o laço ameaçado

Filhos. A paixão que transborda dos laços que criamos. A vida que exala um toque de aventura. Um amor que cresce e permanece até o fim dos tempos. Um sentimento tão sublime e repleto de sentidos e, ao mesmo tempo, tão assombrado pela fatal dúvida: será que conseguiremos? Será que daremos conta da imensa responsabilidade de criar uma vida capaz de ser uma boa alma?

 

Como saber se estamos acertando na educação de nossos filhos? Como compreender o que devemos fazer para contribuir positivamente para um desenvolvimento saudável? Como reverter quadros de revolta e má educação?

 

O acerto acontece quando sentimos que todo cuidado e afeto estão sendo revertidos em boas ações, na capacidade de entender o mundo ao nosso redor e se inserir nele de um modo comprometido e responsável.

 

Insisto na ideia de que é somente através do afeto que somos dotados de alcançar a beleza da natureza humana. O amor como criação de todas as coisas, como a potência renovadora das relações.

 

A existência humana não deve ser apenas uma passagem aleatória no universo. Ela precisa significar alguma coisa e somos nós, apenas nós, capazes de fazer com que tais significados eclodam na superfície de nosso dia-a-dia.

 

Violência gera uma lógica agressiva de difícil reversão. Não batemos se nosso objetivo final for a compreensão e o auxílio. Não optamos pela barbárie se o caminho que ansiamos percorrer for de empatia, amizade e amor.

 

Se der amor, terá mais chances de obter amor de volta. Se der ódio, perde-se absolutamente a noção do que pode vir a acontecer. Perde-se o controle das consequências e do como isso afeta a essência formativa de qualquer ser humano.

 

Sendo assim, só conseguiremos reverter quadros de má educação se de fato nos comprometermos com processos de mudanças. Se de fato pararmos para lançar um olhar reflexivo às nossas ações no mundo. O que estamos fazendo aqui? Qual está sendo a qualidade de nossas relações? Qual nosso papel na felicidade dos outros? Qual a mensagem que desejamos perpetuar no infinito dos corações que tocamos todos os dias?

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A vida nossa de cada dia

Ana Paula Cavalheiro

Ana Paula Cavalheiro

Formada em Ciências Sociais pela USP-SP, Psicologia pela Unimep e especialista em Psicopedagogia. Faz atendimentos psicológicos clínicos particulares, presta assistência na Delegacia da Mulher e produz artigos que retratam temáticas existenciais.

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