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Publicado: Quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Facada na Esquerda

Crédito: Divulgação / Internet Facada na Esquerda
Bolsonaro levou a facada, mas foi a esquerda quem sentiu o golpe.

Passados sete dias do atentado político cometido contra o candidato Jair Messias Bolsonaro, atendendo a pedidos de vários leitores, está na hora de falar no assunto. Passou o calor do momento. Desfizeram-se as informações desencontradas. Solidificaram-se as certezas mesmo enquanto ainda permanecem muitas dúvidas.

Com base nas informações colhidas e devidamente checadas, pode-se tratar do tema com isenção e sem medo de tecer algumas especulações, afinal este é um artigo opinativo e não uma matéria jornalística. Sem intenção de voto. Sem viés de campanha. E quem não entender, que faça beicinho.

A primeira constatação diz respeito ao gosto do brasileiro de brincar até com o que não se deve, em tese. Estamos em tempos da ditadura do politicamente correto. Mesmo assim, percebi muitas pessoas fazendo gracejos tendo como tema o esfaqueamento do candidato do PSL à Presidência da República. Até certo ponto, acredito que muito do que faz a fibra dos brasileiros persistir é esta qualidade inata que temos de rir até mesmo diante das piores desgraças.

A segunda constatação diz respeito a como o tal “discurso de ódio”, fomentado há décadas no Brasil pela esquerda (PT, PDT, PC do B, PSB, PSOL, etc.) implantou-se de verdade no inconsciente coletivo da nação. Gente decente e bem formada nas qualidades básicas do ser humano, sabe que há coisas que não devemos desejar nem aos nossos piores inimigos. Mas percebi pessoas babando de satisfação diante da imagem do candidato esfaqueado e até mesmo antecipando orgasmos pela perspectiva de sua possível morte. A esquerda conseguiu ensinar os brasileiros como odiarem-se uns aos outros.

                A terceira constatação é sobre a grande mídia nacional (rádio, televisão, jornais, revistas, internet, etc.). Nunca, na história da imprensa brasileira, um fato tão grave quanto a tentativa de assassinato de um candidato ao cargo máximo da nação foi tão rapidamente amenizado e abafado. Um tal historiador, que se disfarça de jornalista e alcança grande público numa rádio paulistana, chegou a dizer que se tratou de um “atentado ao político, mas não um atentado político” (sic!). Haja rebolado semântico!

                Em apenas uma semana, a nossa comprometidíssima imprensa fakenews deu o caso por encerrado. O bandido Adélio é tratado apenas como um “lobo solitário”, pois não se pode comprometer as esquerdas! É chamado de “louco”, como se isso amenizasse a gravidade de seu ato. Deve ser louco mesmo, pois foi filiado ao PSOL e militou em favor de Dilma Rousseff nas eleições passadas.

                Fico pensando: qual seria a reação da mídia, vendida e comprada, caso o atentado tivesse sido contra os candidatos esquerdistas, como Ciro, Boulos, Marina (é sim, não sejam ingênuos) e Geraldo (é também, não sejam tontos)? Estaríamos até agora em clima de comoção nacional, com acusações generalizadas e discursos vitimistas pululando em todos os canais e emissoras?

                O candidato Bolsonaro levou uma facada, mas quem sentiu o golpe foi a esquerda brasileira: perdida, dividida, esquartejada e sem rumo. Graças a Deus, nossa esquerdalha está na UTI. Em breve, esperamos que a sua falência múltipla seja decretada na aferição dos votos do 7 de outubro. Assim poderemos sepultá-la, sem honras, de uma vez por todas da história nacional.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é seminarista na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Simplício: Um Contador de Histórias - Vida e Obra de Francisco Flaviano de Almeida".

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