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Publicado: Sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Eu Vivo na Monarquia

Crédito: Internet Eu Vivo na Monarquia
A Mãe do Cristo Rei é a Nossa Rainha! Eu vivo na Monarquia! Amém!

Uma contradição notória no Brasil é que os muitos que reclamam de preconceitos são especialistas graduados em construi-los. Uma prova disso é o tanto que se fala negativamente, tanto na imprensa fakenews quanto nas universidades, do período em que nosso país esteve governado pela Monarquia. Aliás, a maior parte de nossa História ficamos sob a tutela de monarcas. E até que não foi tão ruim.

Aqui não precisamos fazer um histórico pormenorizado. Este é um artigo, não um tratado. Pensemos no último período monárquico brasileiro, portanto. No século 19 a Monarquia evitou, em comparação, o mesmo que o regime militar barrou com a intervenção de 1964: que ideologias baixas, disfarçadas de humanismo, criassem o caos na sociedade brasileira através da “ditadura do proletariado” defendido com armas e frases feitas por terroristas.

Em comparação com outras republiquetas, a Monarquia brasileira era mais republicana do que as vizinhas. Havia liberdade política, com livre direito à oposição e sem perseguição. Havia liberdade de expressão, pois qualquer cidadão podia criticar e até mesmo fazer piadas incestuosas com Sua Majestade. A imprensa, que era livre e sem nenhuma “regulação social”, publicava diariamente artigos e charges satirizando o Imperador de modos impensáveis para os tempos politicamente corretos de hoje. Diplomatas e políticos estrangeiros estranhavam a tamanha boa vontade do Imperador para suportar tantas críticas e injúrias públicas nos jornais e no Parlamento.

Não havia presos políticos por simples oposição ao regime. Durante a nossa Monarquia não houve exilados. As eleições já aconteciam aqui muito antes do que em vários lugares do planeta, com pleitos regulares para eleger representantes do que hoje seriam as Câmaras municipais, estaduais e federais, bem como para o Senado. Havia pluralidade partidária. E se muitos não tinham ainda direito ao voto, os que votavam levavam as eleições à sério.

Tínhamos um governante sério e inteligente, com prestígio internacional e que prezava a importância da Família e da religiosidade. Embora ainda houvesse uma religião “oficial”, a da Igreja Católica, os cidadãos protestantes e de religiões com inspiração africana tinham liberdade de culto. Nosso monarca era, acima de tudo, austero. Até em demasia. Visitantes e observadores, provenientes de cortes européias, ficavam espantados com o excesso de simplicidade da nossa monarquia e viam até como indigna a simplicidade do estilo de vida de nossos imperadores, príncipes, barões, condes, etc.

Ninguém pense que houve comoção positiva e festas populares com a expulsão de Dom Pedro II e da Família Imperial, logo após o golpe de 1899. Sim, pois aquilo foi um golpe de verdade e não o que a Dona Dilma fica mimizando a quatro ventos (que ela certamente estoca).

Dom Pedro II gozava de altíssima popularidade. Jamais foi um déspota, nunca foi acusado de ser corrupto, esbanjador e ganancioso. A Família Imperial só foi expulsa do Brasil na calada da noite, longe das vistas do povo, porque aconteceu o golpe republicano iniciado alguns anos antes em Itu. Um conluio entre militares e políticos de então para realmente tomar o poder e subverter a ordem das coisas, assim como pretende o Zé Dirceu, mesmo sem o apoio da população.

Pouco mais de um mês após o golpe republicano, em dezembro de 1899, com a Família Imperial já exilada na França e difamada pela fakenews brasileira, o marechal Deodoro da Fonseca, afilhado e traidor de Dom Pedro II, além de nosso primeiro presidente, criou a maldita censura prévia. A partir de então uma junta militar avaliava a pessoa e o trabalho dos jornalistas, principalmente daqueles contrários ao novo regime. Com isso aconteceu algo inédito em solo pátrio: multiplicaram-se os presos políticos (os de verdade, não os corruptos condenados por lavagem de dinheiro) e os forçadamente exilados (não os que foram por vontade própria ao Chile, à França ou à Inglaterra para se fingirem de “perseguidinhos”).

Foi assim que, na História brasileira, a República tornou-se a maior muvuca política de todos os nossos pouco mais de 500 anos. Foi um tal de rebeliões, desastres econômicos, golpes, ditaduras caudilhas, revoluções e, principalmente, muita matéria-prima para piadas no círculo internacional. Discordo do general de Gaulle, a quem se atribui a afirmação de que o Brasil não é um país sério. Mentira. O Brasil é sério. Nosso povo leva a vida à sério. Séria não é a República e nem mesmo os que se dizem “republicanos”, pelo menos até agora. Quem sabe agora vai? Quem sabe a coisa muda? Oremos.

O jornalista João do Rio, descrevendo o Rio de Janeiro em 1908, ficou surpreso com a quantidade de trabalhadores, brancos e negros, com tatuagens exibindo símbolos do Império golpeado. Em sua obra “A Alma Encantadora das Ruas”, ele afirmou: “Pelo número de coroas da Monarquia que eu vi, quase todo esse pessoal é monarquista”. Poisé. Os brasileiros ficamos republicanos sem permissão, sem consenso e sem conhecimento de todos. E por isso é que tudo deu no que deu.

Menos mal é que, passado tanto tempo, temos um tipo de “democracia” entre nós. Não é perfeita, logicamente, por isso uso aspas. Mas, como sabiamente dizia o grande Sir Churchill: “A democracia é a pior forma de governo, com a exceção de todas as demais”. E disse ele, justamente um súdito de uma das mais longevas e prestigiadas monarquias do planeta! Uma coisa é certa: é muitíssimo melhor ter certa liberdade numa democracia republicana do que ser escravo do socialismo assassino das ditaduras bolivarianas. Tadinha da Venezuela...

Não pensem os leitores que faço militância pela volta da Monarquia. Não é o caso. Julgo ser algo praticamente impossível. Concluindo sob a ótica da Fé, a verdade é que eu vivo na Monarquia. Católico Apostólico Romano, sou felizmente governado por um sábio Príncipe da Igreja a quem chamamos Papa. Este responde diretamente a Cristo Rei, que é o Senhor de todo o Universo.

E se tudo isso não bastasse, o nosso Brasil Brasileiro vive sob o manto azul, imaculado e carinhoso de Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, a Padroeira e Rainha (repito: Rainha) de todo o povo brasileiro, mesmo que entre o povo haja os que não aceitem isso.

Uma monarquia celeste nos governa e acredito ser apenas por causa disso que o Brasil não se tornou, em seu curto percurso histórico, mais um palco de tragédias e atrocidades como acontecidas em outros lugares do mundo.

Salve a Monarquia Celeste!

Louvado seja o Cristo Rei!

Viva a Mãe de Deus e Nossa Rainha!

Tudo com Jesus! Nada sem Maria!

Amém!

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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