Colunistas

Publicado: Quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estar junto

A liturgia, neste 15 de agosto, comemora a festa magna da Assunção de Nossa Senhora.

Vigésimo Domingo Comum.

O santo evangelho continua por conta de São Lucas, agora num retorno ao primeiro de seus capítulos, versículos de 39 a 56.

A visita de Nossa Senhora à prima, Santa Isabel.

                                                                 *   *   *   *   *   *

“”  Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

Com um grande gritou exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do  teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem- aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

Então Maria disse: “A minha alma engrandecde o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele demonstrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericdórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.

Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para sua casa.  “”

                                                                   *   *   *   *   *   *

Afora as considerações eminentemente bíblicas e religiosas do impressionante percurso da Virgem Maria, pelas estradas de piso pedregoso e poeirentas, mesmo que coberto a lombo animal, ressalta-se na sua atitude intrépida o mais eloquente exemplo de cordialidade e solidariedade humana. Isabel, afinal de contas, sobre ser sua parenta, era de idade avançada. Como serviçal e amiga, ali se conteve durante longos três meses.

Modernamente, visitas, de cortesia que sejam, tomaram feições outras no mais das vezes, quando não eivadas de interesses mal disfarçados. O socorro mútuo e desinteressado, sobretudo em centros desenvolvidos, disso os filhos jamais verão exemplo por parte dops adultos e assim crescerão sob a regra egoística do salve-se-quem-puder.

Tão logo Nossa Senhora chegue, Isabel a saúda e recebe da Virgem a excelente proclamação de um canto magnífico de louvor a Deus, a exalçar-lhe a misericórdia e predileção pelos pobres e humildes.

É bem de ver na resposta de Maria, quanto ao conteúdo e ideário dessa oração, uma aproximada semelhança, no seu espírito e mensagem, às bem aventuranças, estas, uma página também gloriosa e bem realçada no capítulo 5 de São Mateus.

Uma virtude rara – a da solidariedade. Essa qualidade não se expressa por propriamente prestar socorro de ordem material; nem tanto. Sua marca é bem mais acentuada quanto a significar presença, estar ao lado, às vezes até com apenas estar junto, mesmo que sem palavras.

                                                                           

                                                                                                               João Paulo

                                                                         

 

Comentários

Reflexão Dominical

João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

Arquivo

20 dias atrás

Olhemo-nos de frente

14 de setembro de 2019

Ovelha desgarrada inquieta o Pastor

7 de setembro de 2019

O peso da cruz

Ariza Centro Veterinrio