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Publicado: Quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estamos de passagem

XXII Domingo do Tempo Comum.

Agosto, 28. 2011.

Evangelho (Mateus, 16, 21-27).

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“”   Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da lei e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!”

Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas, sim, as coisas dos homens!”

Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.  “”

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O evangelho fala sobre o desprendimento do que seja terreno, para que a mente e o coração do homem não percam de vista a finalidade para a qual nasceram.  

A preocupação de Pedro, ao falar a Jesus para que evitasse perseguição e sofrimento, nasceu apenas de sua condição de homem. Entretanto, sua confiança era tamanha que confiava que Deus mesmo tal não permitiria. Mesmo assim foi duramente repreendido porque com aqueles dizeres servia muito mais ao maligno. É tão sutil a investida do demônio que se desatento o homem, este o ajuda quase sem o perceber.

A lição, no caso, é por demais explícita. Uma advertência contra a inclinação mais frequente de imaginar-se que a vida aqui em baixo é a mais importante. Até se entende esse descuido de todas as pessoas. Afinal, vive-se a fase terrena e os sentidos se prendem logo ao que escutam, enxergam, tocam. Está tudo tão perto e à mão.

Há risco de apego da parte do cidadão poderoso, que entanto permanece sentado sobre o baú de suas riquezas e dali praticamente não sai, como se tudo o acompanhasse na vida eterna. Cuidados, porém, encontradiços ainda em gente desprovida de bens mas vinculada a um artigo, objeto ou ao que quer que seja, sem maior valor material. Numa e noutra situação, a escolha do rico ou do remediado é vã, porque terá olvidado sua relação com Deus Nosso Senhor.

Seja permitido viver bem e comedidamente, até porque aqui se está de passagem.

                                                             João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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