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Publicado: Quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Escola Sem Partido & Educação Moral e Cívica

Crédito: Internet Escola Sem Partido & Educação Moral e Cívica
O Brasil precisa de professores honestos e que encarem o magistério como algo sagrado.

Com a eleição de Jair Bolsonaro, suas propostas já pisadas tornam a ser repisadas pela mídia fakenews. Na área da Educação, muitos andam fazendo alarde pelo fato de o presidente-eleito apoiar o projeto Escola Sem Partido (ESP) e a volta da disciplina de Educação Moral e Cívica (EMC) aos currículos escolares. É necessário esclarecer, com honestidade, a natureza de ambos. Caso contrário cai-se na esquizofrenia característica do esquerdismo nacional.

Sabemos que, na década de 1960 e seguintes, tendo perdido o projeto de domínio de poder através da luta armada e do terrorismo, a esquerda brasileira acordou para a idéia de Antônio Gramsci de fazer a revolução através da cultura e não da violência pura e simples. De fato, na década de 1980 a vida e a obra de Gramsci já era a mais reproduzida em teses e trabalhos acadêmicos no Brasil. Incapazaes de dominar pelas armas ou pela política, os esquerdistas dominaram as escolas, as universidades, a imprensa e tudo quanto envolvesse a cultura nacional (música, teatro, cinema, etc.).

A realidade atual é fácil de ser verificada. Faça uma pesquisa e provavelmente descobrirá que a grande parte dos professores são socialistas em vários níveis, principalmente os de matérias como História, Filosofia e Sociologia. Tudo iria muito bem se esses professores guardassem suas preferências ideológicas para si. Mas o que acontece? Aproveitam-se da posição de mestres para doutrinar politicamente seus alunos, uma vez que o cargo lhes confere, às vezes muito imerecidamente, alguma legitimidade.

A intenção do ESP não é tirar a liberdade de o professor manifestar-se sobre política em sala de aula. O xis da questão é fazer com que o professor seja justo na apresentação dos diversos sistemas políticos e formas de governo. É evitar a doutrinação em sala de aula, daqueles que são militantes disfarçados de professores. Na classe, diante dos alunos, um professor honesto tem que apresentar os prós e os contras tanto do capitalismo quando do comunismo. E, sobretudo, mostrar a realidade em vez de distorcê-la com meia dúzia de frases feitas.

Ao mesmo tempo, muitos criticam a matéria de EMC sem nem mesmo saber o que ela é. Eu tive, por alguns anos, que estudar essa matéria. Nela aprendíamos coisas próprias do nosso país, que nos educavam ao amor pela Pátria. Conhecíamos os hinos (Nacional, da Independência, da República, da Bandeira, etc.) e principalmente o funcionamento da política, aprendendo como funcionam as eleições e quais as funções de vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores, etc.

Professores-militantes-esquerdizados enxergam na EMC uma tentativa de doutrinação militar que simplesmente não existe. Trata-se de um pesado ranço contra o regime militar que instituiu essa matéria no currículo escolar. A EMC não pende para o militarismo. Ao contrário, faz crianças e jovens criarem amor pelo país no qual vivem, onde estudam e futuramente virão a trabalhar. Pessoalmente, prefiro um jovem que saiba cantar o Hino Nacional em vez de saber de cor qualquer funk de péssima categoria, ao mesmo tempo em que se torna um alienado político.

Por causa do mimimi do professorado canhoto, aliado às fakenews da imprensa socialista militante, propostas como as da ESP e da EMC parecem demônios chegando na sala de aula para corromper a nossa juventude. Mas isso é exatamente o que os maus professores comprometidos ideologicamente com o socialismo fazem! Perdemos décadas de aprendizado real, pois este foi substituído por doutrinação ideológica em classe. Agora, talvez, seja a hora de colocar ordem nessa bagunça.

O Brasil precisa de professores honestos e que encarem o magistério como algo sagrado, uma verdadeira missão para a vida. Chega de falsos professores que usam suas disciplinas para doutrinação com base em inverdades, como, por exemplo, a de que o assassino Che Guevara seja um bom exemplo para a molecada. Por outro lado, também não queremos ninguém cultuando o Presidente Castello Branco ou seus sucessores. Os alunos merecem ser educados com base na verdade. Nada mais, nada menos.

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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