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Publicado: Quarta-feira, 19 de junho de 2019

Analise Conjuntural e Reforma Previdenciária

Análise de Conjuntura

A economia brasileira começou o segundo trimestre em ritmo aquém do esperado, indicando crescimento do PIB de 0,2% no período. Em abril, as vendas do comércio varejista recuaram 0,6%, o volume de serviços subiu 0,3% e o IBC-Br apresentou contração de 0,47%. O balanço de riscos para a inflação doméstica continua melhorando e o modelo do BC deverá apontar para projeção de inflação menor. A tendência de apreciação do real segue, alinhando-se ao sugerido pelo movimento observado nas moedas de outros países emergentes. Ao mesmo tempo, a estimativa do que será o recorde da produção brasileira de grãos em 2019 foi revisada ainda mais para cima, aliviando as preocupações com o atraso no plantio de milho nos EUA. A queda do preço internacional do petróleo tem sido transmitida para as cotações domésticas. Essa melhora ocorre em um ambiente com atividade econômica fraca e expectativas de inflação ancoradas, além da redução de incertezas com a agenda de reformas.

O baixo dinamismo da economia, a dissipação dos choques de oferta sobre a inflação e os sinais de avanço da agenda de reformas se traduziram em aumento das apostas do mercado em um novo ciclo de redução de juros ainda em 2019. Considera-se até que a taxa Selic terminará o ano em 5,75%, quando na verdade depende do momentum da aprovação da reforma previdenciária, podendo até permanecer a taxa quo de 6,5%.

O relatório apresentado ontem na Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da previdência apesentou uma estimativa de impacto fiscal de R$ 913,4 bilhões em dez anos. Esse não é um montante definitivo, já que haverá discussão sobre o texto antes da proposta seguir para o plenário da Câmara. Em relação ao projeto inicial encaminhado pelo Governo, as principais alterações estão relacionadas à exclusão de alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC), na aposentadoria rural e na adoção de um sistema de capitalização individual. Ademais, Estados e municípios foram excluídos do texto, devendo cada ente federativo aprovar uma lei ordinária para fixar as regras de aposentadoria e pensão de seus servidores civis. De acordo com os sinais emitidos pela presidência da Câmara, a votação em plenário poderá ocorrer antes do recesso parlamentar, em meados de julho. #reformasja

 

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Análise de Conjuntura

A economia brasileira começou o segundo trimestre em ritmo aquém do esperado, indicando crescimento do PIB de 0,2% no período. Em abril, as vendas do comércio varejista recuaram 0,6%, o volume de serviços subiu 0,3% e o IBC-Br apresentou contração de 0,47%. O balanço de riscos para a inflação doméstica continua melhorando e o modelo do BC deverá apontar para projeção de inflação menor. A tendência de apreciação do real segue, alinhando-se ao sugerido pelo movimento observado nas moedas de outros países emergentes. Ao mesmo tempo, a estimativa do que será o recorde da produção brasileira de grãos em 2019 foi revisada ainda mais para cima, aliviando as preocupações com o atraso no plantio de milho nos EUA. A queda do preço internacional do petróleo tem sido transmitida para as cotações domésticas. Essa melhora ocorre em um ambiente com atividade econômica fraca e expectativas de inflação ancoradas, além da redução de incertezas com a agenda de reformas.

O baixo dinamismo da economia, a dissipação dos choques de oferta sobre a inflação e os sinais de avanço da agenda de reformas se traduziram em aumento das apostas do mercado em um novo ciclo de redução de juros ainda em 2019. Considera-se até que a taxa Selic terminará o ano em 5,75%, quando na verdade depende do momentum da aprovação da reforma previdenciária, podendo até permanecer a taxa quo de 6,5%.

O relatório apresentado ontem na Comissão Especial da Câmara que analisa a reforma da previdência apesentou uma estimativa de impacto fiscal de R$ 913,4 bilhões em dez anos. Esse não é um montante definitivo, já que haverá discussão sobre o texto antes da proposta seguir para o plenário da Câmara. Em relação ao projeto inicial encaminhado pelo Governo, as principais alterações estão relacionadas à exclusão de alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC), na aposentadoria rural e na adoção de um sistema de capitalização individual. Ademais, Estados e municípios foram excluídos do texto, devendo cada ente federativo aprovar uma lei ordinária para fixar as regras de aposentadoria e pensão de seus servidores civis. De acordo com os sinais emitidos pela presidência da Câmara, a votação em plenário poderá ocorrer antes do recesso parlamentar, em meados de julho. #reformasja

 

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Economia & Finanças

Thiago Flores

Thiago Flores

Thiago Flores é Administrador - EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios - EESP - FGV, Mestre em Finanças - IBMEC/INSPER - SP, Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®.

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