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Publicado: Segunda-feira, 16 de abril de 2018

De mãos dadas

É a mesma matéria.

Melhor mesmo, de antemão, confessar que tanto recentemente como várias vezes no passado remoto, o enfoque recai no mesmo assunto.

Sim, justamente diante das várias ideias, prós e contrárias e por isso empacadas, qual burro teimoso a impedir que a carroça ande.

O problema da área central, feiosa nos seus prédios, desde que os ituanos fizeram pouco do seu tesouro arquitetônico e histórico, para resultar numa área – o quadrilátero central – pleno de edificações híbridas.

O antigo não é feio. Digam-no as cidades históricas, que, inteligentemente, tiveram zelo pelo antigo, ciosas de seu casario típico.

Quando o renomado engenheiro ituano, Dr. João Walter Toscano, no entremeio dos anos cinquenta e sessenta mais ou menos, lançou o plano de se impedir demolições na área central, houve protestos e mais protestos. Hoje falecido, saíra na época sua Senhoria para outros caminhos e se consagrou como notável profissional no ramo. Dois projetos seus, a Faculdade do Patrocínio e o da Comunidade Redentorista, dizem de seus pendores e capacidade.

Se louvável, presentemente, a intenção de se reparar (como?) o visual desordenado da Floriano, pouco se resolverá. Sim, imponha-se moderação na fixação de placas e assemelhados. Mas o efeito mesmo assim, ainda será pouco, até porque não seria esse o aspecto principal a pedir mudança.

Sabidamente, sem dúvida, inegável, muito às claras, de ampla obviedade, notória e antiga, a definição por simplesmente se eliminar o trânsito de veículos na Floriano Peixoto, desde a Praça da Independência (Largo do Carmo), até a Praça Padre Anchieta (Largo do Bom Jesus). O povo, já consultado, aderiu a esse intento.

A municipalidade, neste pouco mais de um ano de gestão, tem se manifestado, ela própria, pela causa ousada de várias transformações.

Imagine-se, pois, toda essa área liberada ao povo, que se espreme e se acotovela nas calçadas.

Doutra feita – e de pura e transparente lógica – liberar-se também e consequentemente a rua Sete de Setembro no seu todo.

E, por repetir aqui o proclamado de outras vezes: a área central e dominante do comércio, para gáudio e conforto do povo, se constituiria no seu todo num Calçadão Cruzado.

Cabível então, numa sugestão corajosa mas viável e útil, também o desafogo dos dois primeiros quarteirões da rua Madre Maria Teodora, a partir da Praça Padre Miguel.

Aí sim, aos quatro cantos, proclamar-se de algum avanço a Itu que se perdera no casario tristemente demolido, para a agora sim assumir tênues ares de modernidade.

Se se concebe que existam desafios na vida, o seu enfrentamento judicioso confirma que o óbvio e o bom senso, podem andar perfeitamente de mãos dadas.

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Bernardo Campos

Bernardo Campos

Jornalista e advogado. Alma de cronista, colhe impressões das pessoas, dos fatos e dos costumes. Daqui e do mundo.

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