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Publicado: Quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Carnaval: Brincar Com Responsabilidade

Crédito: Internet Carnaval: Brincar Com Responsabilidade
Vamos brincar com responsabilidade?

Não conheço outro país do mundo no qual uma festa popular faz tudo parar quase completamente. É assim no Brasil durante o Carnaval. Há coisas que só passam a valer depois dele. Há serviços que deixam de funcionar durante o período, a ponto de terem que publicar “o que abre e o que fecha no Carnaval”.

Como toda festa que envolve o mosaico de pessoas que é a nação brasileira, o Carnaval é oportunidade para as mais variadas opções. Há os que trabalham nas escolas-de-samba. Há os que desfilam até se acabar. Há os que aproveitam para viajar. Há os que fazem retiros religiosos. Há os que apenas descansam. Há os que não ligam. E por aí vai...

Para quem gosta de aproveitar o Carnaval, a dica cada vez mais é: brinque, mas com responsabilidade. O ser humano é propenso aos abusos, mas já passou da hora de todos colocarmos a mão na consciência. Regras básicas como não beber antes de dirigir, não se alterar em discussões bobas e respeitar o ambiente festivo, devem ser mais do que seguidas.

Para as crianças, o Carnaval é confete. É gastar as energias nas matinês, vestidinhas com fantasias. E haja clique a cada dois minutos, pra registrar e publicar nas redes sociais as fofuras em seus primeiros anos de folia.

Para os jovens, o Carnaval é empolgação. É aderir aos blocos de rua, às micaretas, com os amigos e as amigas,  ao som do axé, das músicas da moda e, infelizmente, com grande nível de álcool e drogas em meio a tudo isso.

Para os casais, o Carnaval é fazer uma viagem. É pegar a estrada, visitar alguns parentes ou ir a um cruzeiro marítimo. É dar um tempo no trabalho, curtir um churrasco e uma rede no fim da tarde. Com tempo para aquele namorico que mantém todo casamento aceso.

Para os mais idosos, o Carnaval é sinônimo de nostalgia. São eles quem têm tantos carnavais para recordar. E os que não estão impedidos por questões de saúde ou logística, também participam da festa nos blocos e festas da melhor idade.

Para as autoridades policiais, o Carnaval é tempo de alerta e muito trabalho. Devem ficar de olho na violência, nos ânimos exaltados, no trânsito cada vez mais intenso e irresponsável. Elas tentam ser o cordão que coloca limites na sociedade durante esse período, mas nem sempre conseguem sucesso.

Carnaval deve ser um tempo de alegria. Cada um precisa saber seus limites e entender que a liberdade é um dom comum: a sua termina onde começa a minha. Nesse clima de respeito e responsabilidade, gentileza e civilidade, acabam até surgindo novas amizades além do reforço das antigas.

Se não for assim, o Carnaval não serve para nada. Não vale passar o período aumentando o próprio estresse e colaborando para o mau humor coletivo. Para isso temos muitos outros dias do calendário (sic!).

Aproveite o seu Carnaval como uma grande festa coletiva brasileira. Afinal, somos admirados mundo afora justamente por isso!

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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