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Publicado: Quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Aos surdos, faz ouvir e aos mudos, falar

TEMPO COMUM.  XXIII Domingo.

Setembro, 9.  2012.

Evangelho (Marcos, 7, 31-37)

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“”    Naquele tempo, Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou pelo mar da Galileia, atravessando a região da Decápole.

Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se com o homem para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e, com a saliva, tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse:

“Efatá!” , que quer dizer “abre-te!”

Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. Muito impressionados , diziam:

“Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.    ‘’

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Para que qualquer um e todos os sete sacramentos ministrados na Igreja Católica se revistam de validade, três condicionantes são exigidas: sinal externo; ter sido instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo; e, ainda, a eficácia da graça própria e específica.

Não sem motivo que na generosa operação de prodígios em favor dos gravados por quaisquer defeitos físicos ou por doenças, tenham sido assistidos por Jesus, mediante gestos aparentemente sem necessidade. Obviamente que bastava um pensamento dele, sem nada dizer ou gesticular de alguma forma, para que curas milagrosas se operassem.

Ele, entanto, pedagogicamente, fazia questão de ostentar sempre gestos simples e às vezes ininteligíveis nos milagres que concedia.

Veja-se a cura que vem descrita por Marcos.

Jesus leva o surdo e quase totalmente mudo num canto à parte; toca-lhe os ouvidos e insere saliva sua, diretamente na boca do homem  (sinal sensível e externo) e diz “abre-te” (momento em que a graça se opera).

Evidentemente que, mediante a conferência do Sacramento da Ordem aos sacerdotes, deu-lhes o poder de ministrar os sacramentos validamente. E foi solene ao fazê-lo, mais ainda em relação ao Sacramento da Penitência (Confissão): “A quem os perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem não os perdoardes, ser-lhes-ão retidos”.

Repita-se, pois, para rememorar, uma definição bem simples de sacramento:

Sacramento é um sinal sensível e externo, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para nos conferir a graça.

A graça, - é de se aduzir, - difere e tem característica e efeitos próprios – não comuns e iguais portanto – para cada um dos sete sacramentos.

Abeberar-se o fiel dessas oportunidades de ser contemplado e agraciado, seria então a mais inspirada e benéfica das procuras na direção do bem estar corporal e espiritual.

E isso está à mão de todos!                  

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João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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