Colunistas

Publicado: Quinta-feira, 28 de julho de 2011

Alimento para o corpo e para a alma

XVIII Domingo do Tempo Comum.

31 de julho. 2011.

Evangelho de São Mateus.

Capítulo 14, versículos: 13-21.

*   *   *   *   *   *   *

Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram:

“Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!”

Jesus, porém, lhes disse:

“Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”

Os discípulos responderam:

“Só temos aqui cinco pães e dois peixes”.

Jesus disse: “Trazei-os aqui”.

Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.  “”

*   *   *   *   *   *   *

O encantamento e a admiração do povo pela presença e pregações de Jesus, mesmo quando Ele tentava se afastar para um necessário descanso ou orações, a multidão soube como encontrá-lo. Vinham muitos até de outras cidades, à sua procura.

Sua primeira intervenção foi devolver a saúde aos doentes. Como já se fazia tarde e não havia praticamente nenhum alimento, os discípulos sugeriram que dispersasse o povo.

É nessa hora que Jesus, mesmo informado da existência de dois peixes e cinco pães. Jesus abençoou os alimentos e, primeiro, partiu os pães e os distribuiu aos apóstolos, após benzer aquela pouca comida. Assim viria a fazer mais tarde, ao abençoar no cenáculo pão e vinho e dá-los a comer, momento da instituição da Eucaristia.

O fato é que o Mestre, nessa passagem, se preocupou com a saúde dos doentes, propiciou alimento para o corpo e, principalmente, ofereceu palavras e ensinamentos para uma vida digna e perfeita.

Há quem ensine, ou queira ensinar, que esse milagre da multiplicação de pães e peixes, vem envolto somente de figurações. Uma maneira de explicar que uma população numerosa teria sido bem alimentada. E aí entra a probabilidade, segundo alguns, de se imaginar que haveria gente de recursos que, enlevada com as palavras de Jesus e por isso disposta à generosidade, terá dividido os alimentos com os desprovidos.

Enquanto se faz alusão meramente interpretativa e imaginária, o texto, no entanto, é claro e explícito. Minucioso. Fala em cinco pães e dois peixes. Quanto ao número de pessoas, se na contagem de apenas homens e, destes, somente os adultos, a casa dos cinco mil é facilmente ultrapassada. Não foram incluídas mulheres e crianças.

Oportuna e cabível a pergunta:  A quem ressuscitou mortos faltaria poder e autoridade para multiplicar alimentos?

Ao final dos evangelhos, se declara formalmente que aos milagres nele citados, muitos outros foram praticados por Jesus.

 A partir dessa verdade, caberia a cada um dos homens oferecer livre interpretação aos prodígios?

Ademais, os evangelhos a Igreja os autentica, por incluí-los no Cânon das escrituras autênticas, sem floreios nem cortes.

                                                                     João Paulo

                                                                    

Comentários

Reflexão Dominical

João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

Arquivo

20 dias atrás

Olhemo-nos de frente

14 de setembro de 2019

Ovelha desgarrada inquieta o Pastor

7 de setembro de 2019

O peso da cruz

Ariza Centro Veterinrio