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Publicado: Sexta-feira, 25 de março de 2011

Acolha Jesus e fale aos outros

Terceiro Domingo da Quaresma, 27 de março de 2011.

Embora no Ano “A” de Mateus, tem-se para hoje um evangelho segundo João. Capítulo 4, 5-42).

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“”  Naquele tempo, Jesus chegou a uma cidade da Samaria chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio dia. Chegou uma mulher da Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”. Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos. Respondeu-lhe Jesus: “”Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: `Dá-me de beber`, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”. A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar a água viva? Por acaso, és maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais? ”Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”. A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede nem tenha de vir aqui para tirá-la”. Disse-lhe Jesus: “Vai chamar teu marido e volta aqui”. A mulher respondeu: “Eu não tenho marido”. Jesus lhe disse: “Disseste bem que não tens marido, pois tiveste cinco maridos e o que tens agora não é o teu marido. Nisso falaste as verdade”. A mulher disse a Jesus: “Senhor, vejo que és um profeta! Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”. Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher, está chegando a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que nós conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, esses são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”. A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”. Nesse momento, chegaram os discípulos e ficaram admirados de ver Jesus falando com a mulher. Mas ninguém perguntou: “Que desejas?” ou “Por que falas com ela?” Então a mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade, dizendo ao povo: “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Cristo?” O povo saiu da cidade e foi ao encontro de Jesus. Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus, dizendo: “Mestre, come”. Jesus, porém, disse-lhes: “Eu tenho para comer um alimento que vós não conheceis”. Os discípulos comentavam entre si: “Será que alguém trouxe alguma coisa para ele comer?”  Disse-lhes Jesus: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós: `Ainda quatro meses, e aí vem a colheita? Pois eu vos digo, levantai os olhos e vede os campos: eles estão dourados para a colheita! O ceifeiro já está recebendo o salário e recolhe fruto para a vida eterna. Assim, o que semeia se alegra junto com o que colhe. Pois é verdade o provérbio que diz: ‘Um é o que semeia e outro o que colhe`. Eu vos enviei para colher aquilo que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós entrastes no trabalho deles”.  Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus, por causa da palavra da mulher que testemunhava: “Ele me disse tudo o que eu fiz”. Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permancesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias. E muitos outros creram por causa da sua palavras. E disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.

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Um texto hoje bem mais alongado e com muita propriedade por causa de quantas lições encerra, a primeira delas, a expressão amorosa e acolhedora de Jesus para com quem erra e peca, a dar-lhe sinal de infinita esperança na sua misericórdia. Tanto que, num plano imaginário, posta uma situação parecida entre seres humanos comuns, sem dúvida que ou se rejeitaria a infratora desde logo ou se lhe atiraria em rosto com rigorosa censura os seus erros, longe num e noutro caso de ser acolhida ou compreendida. Isso entre os homens comuns. Os humanos! Ah, os humanos!

Jesus não se priva de censurar a mulher mas o faz esperançoso de que ela se recomponha.

E, para não alongar os comentários, que não é o propósito desta coluna, que ousa em tão somente tentar oferecer pinceladas para reflexões, diga-se ao menos da importância da evangelização, isto é,  falar de Jesus e sobre Jesus aos outros. Ela, pressurosa, correu a anunciar a todos que conhecera um homem que ela entendia ser o Cristo. O conhecimento de Jesus veradeiramente, a ponto de o acolher no coração e em verdade, só pode mesmo entusiasmar o fiel que quer passar aquela alegria e felicidade a todas as pessoas.

Falar sobre Jesus, sem ter aderido profundamente a Ele e sua causa, soa como palavras ocas e perdidas.  

                                                                                                       João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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