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Publicado: Quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Abortista Não Pode Comemorar o Natal

Crédito: Internet Abortista Não Pode Comemorar o Natal
Bebê lindo! Vou te matar? Não! Vou te amar pra sempre!

Olhe para a foto ao lado. Que bela imagem da mãe e da criança trocando olhares! Nada é mais belo do que o amor materno pelos filhos! É o primeiro amor que experimentamos, ainda dentro do ventre! Como diz a sabedoria popular, o amor de mãe supera tudo, perdoa tudo, sacrifica-se por tudo o que possa acontecer em relação aos filhos.

O mistério da vida é o que celebramos no Natal. Sim, o mistério do nascimento de Jesus Cristo, dois milênios atrás. Um Deus que se quis fazer humano, na contramão de tantos homens que se querem fazer deuses. O Deus que se rebaixou, se fez igual a nós em tudo (menos no pecado) para nos mostrar que é possível viver conforme a vontade divina.

Não é só o nascimento de Cristo que celebramos. No Natal, comemoramos também o mistério da vida em cada um de nós. Se estamos vivos hoje, lendo este artigo, é porque nos foi concedido o dom da vida. Este foi nosso primeiro presente. Em cada criança que nasce podemos experimentar tal alegria.

Você tem criança pequena em casa? Recém-nascidas ou de até dois anos de idade? Devem ser a alegria do lugar, não é mesmo? A criança enche o lar e a vida da gente de felicidade! É uma grande responsabilidade criá-las, mas traz satisfações quase indiscritíveis!

Imagine, agora, todas as crianças menores de dois anos que você conhece sendo mortas, assassinadas. Foi o que fez Herodes nos tempos do nascimento de Jesus: "Então Herodes, vendo-se enganado pelos magos, enfureceu-se e mandou matar todos os meninos menores de dois anos em Belém e seus arredores" (Mt 2, 16). Todas as crianças foram mortas pelo perverso, inclusive as que ainda estavam nos ventres de suas mães, antes de verem a luz do dia.

Temos atualmente muitos pequenos Herodes soltos por aí. Sob a casca de "moderninhos" e "defensores das liberdades individuais", incentivam o aborto com unhas e dentes (mas sem nenhum raciocínio lógico). Vivem de frases feitas e discursos verborrágicos que, na prática, não servem pra nada. Pegam os incautos, os distraídos, com seus argumentos mequetrefes.

Tais pessoas, que defendem o assassinato de bebês pelas próprias mães como se isso fosse um "direito da mulher", não deveriam jamais chegar perto de uma criança ou carregar uma delas no colo. Como beijar um neném e, ao mesmo tempo, apoiar o morticínio de outros? A mente de uma mulher jamais deveria ser contaminada com esta idéia ridícula de que matar é um "direito".

Os abortistas são mestres da enganação ou da inconsciência. Quando não defendem o aborto por puro sadismo e sociopatia, o fazem como fantoches manipulados por uma ideologia de morte que nem mesmo eles sabem de onde vem.

Aparecem com o discurso de que tudo o que está dentro do corpo das mulheres é delas e por isso podem fazer o que bem entendem com o que é delas. Como se o feto fosse um órgão, um apêndice, e não uma outra vida diferente e com movimentos próprios. Mesmo que o feto fosse um órgão, retirá-lo seria uma espécie de mutilação. Ninguém deseja viver com um órgão a menos (Pelé que o diga). Ninguém deveria confundir uma nova vida com um objeto a ser descartado.

Por questões de coerência e de honestidade, quem é a favor do aborto não poderia, de maneira alguma, comemorar o Natal. Sendo esta a festa da Vida, a celebração do nascimento de Jesus e, de certo modo, de cada criança que nasce, seria o cúmulo um abortista desejar um "Feliz Natal" para alguém. É como se dissesse: "Luto para que as mães possam matar seus próprios filhos, mas desejo um Feliz Natal pra você que já nasceu ou está por nascer!" (sic!).

É ótimo verificar que Herodes perdeu em seu tempo. Assim como é ótimo perceber tantas crianças nascendo a cada dia em tantas famílias mundo afora. Sou muito grato a Deus pelo dom da minha vida. Agradeço também pela vida de tantas crianças, filhos de amigos e amigas, que já nasceram ou estão por nascer. Toda as vezes que estou com elas, ou quando rezo por elas, vivo o verdadeiro espírito do Natal, do nascimento e da vida.

Os Herodes do nosso tempo também serão derrotados, por pura questão de lógica. Basta dar tempo ao tempo. Chegará o dia em que a Luz iluminará a todos e que a vida será uma celebração à própria Vida, sem as ameaças das matanças aos inocentes que não podem se defender.

A todos os que sabem o valor de estarmos vivos, desejo um Feliz e Santo Natal, como os votos de um ótimo 2015, cheio de lutas, de aprendizados e de satisfações.

Amém!

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é sacerdote católico apostólico romano e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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