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Publicado: Sexta-feira, 15 de março de 2019

A Teoria do Caos (Como Não Desesperar)

Crédito: Internet A Teoria do Caos (Como Não Desesperar)
Não há bem que sempre dure e nem mal que nunca acabe.

Não sei se alguém percebeu, mas 2019 não começou muito bem. Em menos de três meses já temos uma lista de acontecimentos que nos deixaram boquiabertos. Isoladamente, cada evento, por si só, bastaria para nos chocar. Em conjunto, então, nos fazem perguntar: o que está acontecendo com o Brasil e com o resto do mundo?

Se alguém tem dúvida, basta conferirmos:

- uma série de atentados criminosos no Ceará, e principalmente na capital, Fortaleza, obriga que em 4 de janeiro o governo envie centenas de soldados da Guarda Nacional;

- em 10 de janeiro o ditador Maduro mantém-se forçadamente na cadeira presidencial, agravando ainda mais a já combalida situação do faminto e desesperado povo venezuelano;

- em 17 de janeiro um atentado em Bogotá, na Colômbia, deixa 21 mortos e 68 feridos por causa dos terroristas do inescrupuloso Exército de Libertação Nacional;

- o avião com o promissor futebolista argentino Emiliano Sala cai no Canal da Mancha, em 21 de janeiro, causando sua morte e a comoção em milhares de torcedores;

- em 25 de janeiro, o rompimento da barragem de Brumadinho (MG) deixa centenas de mortos e desaparecidos, repercutindo mundialmente;

- no fim de janeiro, a maior onda de frio das últimas décadas abate-se sobre boa parte dos EUA, causando dezenas de mortes na nação mais desenvolvida do planeta;

- em 6 de fevereiro um tremendo temporal despenca sobre o Rio de Janeiro (RJ), alagando vários pontos da cidade e deixando 7 mortos, além de duas outras vítimas de um deslizamento de encosta que atingiu um ônibus;

- em 8 de fevereiro um incêndio no centro de treinamento do Flamengo, deixa 10 mortos e 3 feridos;

- o jornalista Ricardo Boechat e um piloto de helicóptero morrem após caírem na Rodovia Anhangüera, em 11 de fevereiro;

- em 3 de março, uma série de tornados deixa 23 mortos e mais de uma centena de feridos no sudeste dos EUA;

- em 10 de março, 149 passeiros e 8 tripulantes da Ethiopian Airlines morrem logo após decolarem da Etiópia rumo ao Quênia;

- em 11 de março, uma enchente na capital paulista deixa 12 mortos e 4 feridos;

- em 13 de março, um atentado suicida mata 8 pessoas numa escola em Suzano (SP);

- na mesma data, o desabamento de um prédio mata 12 crianças em Lagos, capital da Nigéria;

- em 15 de março, 40 pessoas morrem e outras 20 ficam feridas por causa de atentados contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia;

 

Percebe-se que é uma lista macabra. E aí chegamos mesmo a pensar na Teoria do Caos. O que ela diz? Afirma que esta série de maus acontecimentos são capazes de causar pânico e desespero na população em geral. Se “gentileza gera gentileza”, o caos também gera o caos. Desanimados, desesperados e sem pensar, uma série de pessoas poderia cometer inúmeras bobagens, aumentando ainda mais a lista de fatos fúnebres. É preciso tomar cuidado, pois a Teoria do Caos não é impossível de ser colocada em prática.

As calamidades deste nosso velho mundo parecem que já não são mais novidades para ninguém. O que nos espanta, de vez em quando, é a quantidade e a sequência com que se colocam aos nossos olhos. E isso porque nem temos como contabilizar as tragédias e perdas de cunho emocional e particular pelo mundo afora. Então, o que fazer? Cair num posso de lamúria? Trancar-se paranoicamente num quarto escuro? Proclamar o fim do mundo? Não, jamais.

Diante do caos, só a Fé salva. Porque a Fé nos proporciona, apesar dos pesares, a Esperança. E esta nos faz insistir que não há nada melhor que um dia após o outro. Por mais que fiquemos espantados, temerosos e abatidos, a Fé nos impulsiona para a frente e nos faz compreender que, se não há bem que sempre dure, também não há mal que nunca acabe.

Eu tenho Fé que dias melhores virão. E convido você a fazer o mesmo.

Amém.

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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