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Publicado: Quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A Renúncia de Carlota

Crédito: Internet A Renúncia de Carlota
Sai um vereador, entra outro. O resto são chorumelas.

O fato de quase nunca comentar sobre a política ituana não significa que deixo de me interessar por ela. Acontece que, em nosso pacato berço da República, quase nunca acontece algo que cause muito interesse, como o que ocorreu com a recente renúncia do conhecido Reginaldo Carlota ao seu mandato de vereador.

Não sou amigo de Carlota, nunca frequentamos os mesmos círculos de amizade e nem temos convivência alguma. O que sei dele é o que todos sabem, afinal trata-se de pessoa conhecida por muita gente e os seus mais de três mil votos na eleição passada provam isso. Pode-se estranhar seu estilo ou seu modus operandi. Mas há que se reconhecer que ele tem os seus talentos. Particularmente, admiro sua capacidade artística no que se refere aos desenhos e às histórias em quadrinho.

Pelo que entendi, Carlota renunciou porque está saturado da ingratidão de parte dos eleitores. Claro que ele deve ter gente que sempre o apoiou e continuará apoiando. Mas é verdade também que as críticas geralmente são muito grandes e constantes no exercício da vereança. Em comunicado nas redes sociais o agora ex-vereador afirmou que, diante de tais circunstâncias, prefere tocar projetos pessoais nos EUA e Europa.

Fique bem claro: não votei em Carlota. Mas eu o entendo. A verdade é que sempre haverá quem nos maltrate. Há muita gente boa neste mundo, mas também existem muitos cuja função é só atormentar. Quem lida com o comércio sabe que há clientes ótimos e clientes insuportáveis. O artista tem fãs maravilhosos e outros que se tornam perseguidores. Entre os judeus daquele tempo, houve os que adoraram e os que perseguiram ao próprio Jesus Cristo.

Mais uma vez vale o ditado: “Quem está na chuva é pra se molhar”. Para exercer cargo público ou mesmo lidar com o público é necessário suportar todo um pacote que vem com coisas boas e ruins. Aliás, é assim em quase tudo nesta vida. Não penso que Carlota esteja certo ou errado. Não me cabe tal julgamento, é problema dele. Na pseudo-democracia em que vivemos, quando um vereador renuncia, entra outro. Simples assim. O resto são chorumelas.

Que os eleitores continuem perseverando na prática democrática do voto periódico, pois é acertando e também errando que se aprende a construir uma nação.

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é seminarista na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Simplício: Um Contador de Histórias - Vida e Obra de Francisco Flaviano de Almeida".

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