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Publicado: Quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A Propaganda do Lesbianismo

Crédito: Internet A Propaganda do Lesbianismo
Opção sexual é com livre-arbítrio, não manipulada por propagandas.

Na idílica Grécia do século VI a.C., uma poetisa fez muito sucesso. Sua obra tinha a característica de exaltar, liricamente, o relacionamento sexual entre mulheres. Considerada a primeira autora conhecida na História, seu nome era Safo e residia na ilha de Lesbos. O único poema completo de sua autoria que conhecemos chama-se “Ode a Afrodite”. Por causa disso, desde a Antigüidade o relacionamento homossexual entre mulheres ficou conhecido como safismo ou lesbianismo.

O tema da homossexualidade é sempre um nervo exposto, sinal intrínseco de sua controvérsia. É necessário encarar o assunto com naturalidade e sangue frio, principalmente nos dias de hoje, nos quais qualquer pessoa com um celular na mão transforma-se em “especialista” de qualquer coisa, na maioria das vezes sem o devido gabarito.

Homossexuais, masculinos ou femininos, existem desde sempre. A homossexualidade é algo natural porque faz parte da natureza de alguns seres humanos. Mas jamais poderá ser encarada como regra. Ao contrário, trata-se de exceção. Caso contrário a espécie humana nem estaria mais aqui neste planeta, por falta de reprodução. Algo óbvio, portanto. Uma verdade que não é preconceito, mas apenas a realidade que vemos no mundo.

Existem mulheres que descobrem ser atraídas sexualmente por outras mulheres em fases diferentes da vida. Nem a ciência, nem a teologia, conseguem elucidar completamente a razão disso. De qualquer modo, a opção sexual é de cada pessoa. Cada um, na sua individualidade, mas com responsabilidade, tem o livre-arbítrio para fazer suas opções mediante um bom auto-conhecimento.

O problema é quando o lesbianismo (bem como outras opções e comportamentos sexuais) fica sendo utilizado como ferramenta de propaganda comportamental por grupos com interesses escusos, como a destruição do modelo tradicional de família, a militância anti-clerical ou a libertinagem sexual. Uma mulher que descobre ser atraída por outras mulheres, de forma natural e espontânea, é uma coisa. Situação bem diferente é ver meninas e mocinhas, na mais tenra idade, tendo o lesbianismo praticamente empurrado goela abaixo e influenciando nas decisões que são unicamente suas.

Há sim, infelizmente, todo um lobby (influência) homossexual em atividade no planeta. Trata-se de um trabalho bem pensado e coordenado. Financiado por milhões de dólares, um de seus objetivos é influenciar culturalmente as pessoas. Na prática é o que chamamos de engenharia social. O indivíduo já não conhece a si mesmo, mas é adestrado e adere a modas estabelecidas. É uma engenharia do mal, uma vez que tira a liberdade da pessoa e a faz assumir inconscientemente escolhas que não faria por si mesma.

Uma forma de verificar como o lesbianismo vem sendo forçado, principalmente aos jovens, é o padrão estabelecido nos últimos anos pela indústria cultural. Desde a década passada, aumentou exponencialmente o número de lésbicas em qualquer produção cinematográfica. Seriados e novelas passaram a ter, obrigatoriamente, alguma personagem lésbica. E no universo musical, cantoras que se assumem como tal têm espaço garantido na mídia.

No que se refere ao cinema, por exemplo, quase todo filme da Marvel tem uma heroína ou personagem lésbica. Em relação aos seriados, são vários os que propagam o lesbianismo: “Into the Badlands”, “Humans”, “L World”, “Jessica Jones”, “Rosewood”, “Empire”, “Orange is The New Black”, “Wynonna Earp”, “Arrow”, “Legends of Tomorrow”, etc.

Um caso típico de alteração de personagem por causa do lobby lésbico é o seriado “Supergirl”, a prima do Superman que também escapa da destruição do planeta Krypton. No original a Supergirl é adotada por um casal de humanos, igual ao que aconteceu com seu primo. No seriado também, mas adaptou-se uma irmã de criação para a heroína que, ora vejam!, é lésbica. O que isso contribui para a trama? Em nada. O que influi nas aventuras? Coisa alguma. É pura propaganda lésbica, goela abaixo. É uma chatice ver tanta engenharia social nas coisas que queremos assistir.

Os nervosinhos e mimizentos de plantão não fiquem indignados com tais observações. Contra fatos não há argumentos. Ademais, tal alerta não é tratado de forma a fomentar o desrespeito e a discriminação. O Catecismo da Igreja Católica, em seus parágrafos 2357 a 2359, aborda muito seriamente o tema “Castidade e Homossexualidade”, com muita serenidade.

A Doutrina Católica ensina (aos católicos, claro) que os atos de homossexualidade são intrinsicamente desordenados, contrários à lei natural, fecham o ato sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual e não podem, em caso algum, ser aprovados. Ensina também que homens e mulheres com tendências homossexuais devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza, evitando-se qualquer discriminação injusta. E por fim, mas não menos importante, chama as pessoas homossexuais a viveram na castidade, através da virtude do auto-domínio, da oração e da graça sacramental.

Os católicos, portanto, fiéis à Doutrina de Cristo, amam e respeitam, acolhem e rezam por todas as pessoas que se descobrem homossexuais, sejam homens ou mulheres. Mas os católicos, como profetas nesta época e lugar, também não deixam de denunciar quando a opção sexual das pessoas é explorada por lobbys e interesses outros que ferem a liberdade individual, o comportamento e a natureza de cada um. Tenho sim, igual a muita gente, amizade com mulheres que gostam de mulheres. Rezo muito por elas e jamais ficarei à vontade com a idéia de que sejam manipuladas por causa da opção sexual que fizeram.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é sacerdote católico apostólico romano e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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