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Publicado: Sexta-feira, 13 de maio de 2016

A Nazista Simone de Beauvoir

Crédito: Internet A Nazista Simone de Beauvoir
Beauvoir: traidora da França e colaborada do nazismo.

Idolatrada e amada pelas feministas de plantão, Simone de Beauvoir foi uma das mais indignas filhas da França na medida em que colaborou espontaneamente com nazistas. Para melhor compreensão deste artigo, sugiro um estudo prévio sobre a Segunda Guerra Mundial e a ocupação francesa pelas tropas de Hitler.

A França permaneceu sob ocupação nazista entre 1943 e 1944. Nesse tempo Beauvoir foi diretora da Rádio Vichy, emissora estatal estabelecida na chamada "zona livre" francesa. Embora neutro na teoria, o tal "regime de Vichy" era completamente colaboracionista na prática, dando suporte ao regime Nacional Socialista imposto pelas tropas alemãs. A Rádio Vichy, portanto, atuava como uma espécie de porta-voz da propaganda nazista em solo francês.

Beauvoir não foi forçada a trabalhar para os nazistas. Ela admitiu colaborar de bom grado, em manuscritos do período que só foram revelados posteriormente. A historiadora feminista Dra. Ingrid Galster, que durante anos estudou a vida de Simone, admitiu forçosamente que o trabalho de Beauvoir enquanto diretora da Rádio Vichy era de colaboração, fruto de uma escolha livre e consciente, não por obrigação.

Será que Simone não tinha outras opções? A essa altura já tinha certa envergadura acadêmica. Já possuía os títulos necessários para lecionar em suas áreas de estudo. Era membro do Sindicato dos Trabalhadores Públicos e poderia ter optado por trabalhar em qualquer função na prefeitura, por exemplo. Por qual motivo, então, ser traidora de seu povo e servir aos nazistas que oprimiram sua terra natal?

Acontece que Beauvoir já estava com sua carreira na área de ensino completamente acabada. Mesmo tendo sido a segunda melhor estudante de doutoramento com melhor desempenho na sua geração, atrás somente de Jean Paul Sartre, seu amante e mentor, foi sua relação com ele e com a prática da pedofilia que a afastou definitivamente da chance de lecionar. Mesmo a sociedade francesa, sempre tão liberal, tinha seus limites morais.

Entre tantos títulos que se possa conceder à Simone de Beauvoir, certamente está o de Grande Colaboradora Nazista na França. Mas é claro que, nesta parte espúria de sua biografia, as feministas de plantão preferem pular a página.

Esquecem-se que o valor de uma pessoa não se mede apenas pelo que pensa e pelo que realiza no campo acadêmico mas principalmente pelas atitudes e posturas que tem, pelas decisões que toma e com os ideais com os quais escolhe se comprometer. Uma mulher que trai seu próprio povo assim, merece tanta consideração?

Amém.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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