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Publicado: Terça-feira, 21 de agosto de 2018

A Morte do Jornalismo

Crédito: Internet A Morte do Jornalismo
Triste é perceber que o verdadeiro jornalismo está morrendo.

Vítima de câncer no pâncreas, faleceu esta manhã o diretor de redação da Folha de S. Paulo, Otavio Frias Filho, com apenas 61 anos. É inegável que seu trabalho foi profícuo ao longo de décadas à frente do diário paulista. É comum que os necrológios exaltem os falecidos. Trata-se daquela velha história: depois que morre, qualquer um vira santo.

Não me deterei em comentários sobre a vida e a obra do colega ora finado. Penso mais é no legado que deixou e talvez o maior deles seja mesmo a Folha de S. Paulo, da qual afastou-se há quase um ano justamente por causa da doença. Frias fez história modernizando o jornal. A partir da campanha do “Diretas Já”, a Folha ficou nacionalmente conhecida como um baluarte da democracia.

É triste verificar, porém, como isso mudou ao longo das últimas décadas e principalmente a partir dos últimos cinco anos. A Folha de S. Paulo tornou-se um reduto de comunistas militantes no jornalismo, não de jornalistas verdadeiros. Não é que nunca tivesse sido assim, mas as novas gerações de jornalistas não têm vergonha alguma de instrumentalizar conceitos sagrados como a verdade, a imparcialidade, o direito ao contraditório, na hora de produzir suas matérias.

Hoje a Folha de Frias é uma das maiores produtoras de fakenews (notícias falsas, enviesadas e parciais) da nossa chamada “grande mídia”. Como toda empresa de mídia que influencia a opinião pública, é óbvio que ela tem seus acordos em nível institucional. Empresas como o Grupo Folha podem, em alguns dias, construir ou destruir reputações a seu bel-prazer, conforme os próprios interesses.

Mais triste do que a notícia da morte de um colega tão proeminente, é verificar que a Folha de S. Paulo deixou de lado o jornalismo verdadeiro, aquele produzido nas ruas honestamente e inclusive com espaço para o jornalismo literário (new journalism). O diário preocupa-se apenas em cumprir direitinho a pauta marxista (socialismo, feminismo, gayzismo, racialismo, etc.) e de referência democrática passou a ser claramente o porta-voz da esquerda nacional. Alguém já reparou que o presidiário de Curitiba está quase diariamente na capa do jornal?

Lamentamos a morte de Otavio Frias Filho. Lamentamos também a Folha de S. Paulo estar na UTI. Lamentamos a morte do jornalismo brasileiro, cada vez mais refém de gente despreparada e comprometida ideologicamente, o que faz do nosso noticiário cotidiano uma colcha de falsidades apresentadas aos leitores como se fossem histórias da carochinha.

Que todos descansem em paz.

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