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Publicado: Domingo, 27 de janeiro de 2013

A maior dor do mundo

A maior dor do mundo
Estou no corpo e na alma de cada mãe que perdeu seu filho nesta imensa tragédia de Santa Maria. E sufocada, grito em desespero: Santa Maria rogai por nós.

São muitas as dores do mundo... Ah, se elas fossem mensuráveis, haveria dor maior do que a dor de perder seu filho? Mas, elas são tantas e todas rasgam minha alma: 

 FOME -  MISÉRIA - EGOÍSMO -  INVEJA -  INDIFERENÇA - RACISMO -  PRECONCEITO -  GANÂNCIA  - ARROGÂNCIA

Dor tem que transformar: da saudade surgir o reencontro. Do cansaço, o descanso. Da fome, o alimento. Da doença, a cura. E da morte? Qual é a transformação da morte?

Morte e vida carregam o eterno mistério: para aonde vamos? Quem somos? Por que somos?

Sem resposta, lembro e canto a canção de Gil, que diz: “(...) tem que morrer pra germinar, plantar n’algum lugar, ressuscitar no chão”.

 E canto alto, ainda que não afine o tom. Desejo acordar os deuses para que embalem as mães de Santa Maria.  

 Afinal, para isso existe um Deus: explicar o inexplicável, atingir o inatingível, compreender o incompreensível. E nos embalar no colo quando a dor ficar insuportável.

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Mércia Falcini

Mércia Falcini

Psicopedagoga com Especialização em Formação de Professores e Sistema de Gestão. Atualmente é Diretora da Consultoria e Assessoria Saberes, Membro Fundador da Academia Saltense de Letras e colunista do site Itu.com.br.

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