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Publicado: Sábado, 20 de agosto de 2011

A mãe de Jesus

XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM

21 de agosto. 2011.

Evangelho segundo São Lucas (11, 27-28)

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“”  Naquele tempo, enquanto Jesus falava ao povo, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse:

“Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”.

Jesus respondeu:

“Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.  “”

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Festa da Assunção de Nossa Senhora.

Data litúrgica tradicionalmente marcada pelo dia 15 de agosto, a Igreja transfere sua celebração para o domingo.

Não se terá visto trecho do evangelho mais curto e breve em toda liturgia dominical, do que este. Constituído de apenas dois versículos.

Tampouco haveria registro sistemático de quantas vezes, entre os acompanhantes de Jesus nas suas andanças, sua mãe, a Virgem Maria, pudesse estar presente. Raras as referências a esse respeito, ao contrário daquelas bem explícitas de que ali estava, como nas Bodas de Caná e também no trajeto da paixão e morte de Jesus.

Este o caso, da mulher simples, de quem nem o nome se sabe. Ela, espontaneamente, maravilhada com as pregações do Filho, teve uma expressão de admiração por aquela que pudesse ser a sua genitora. Uma devoção que se espalhou séculos afora.

A mulher não cuidou de inquirir quem seria a mãe daquele pregador. Brotou-lhe no coração, de repente, a admiração e reverência para com a pessoa privilegiada que gerara o Nazareno.

Entende-se que os povos comemorem, celebrem e venerem Nossa Senhora. Invocada pela série infindável de títulos com que os fiéis cultivam sua memória. Principalmente sob a égide arraigada no seio do povo de que é ela, indubitavelmente, a medianeira de todas as graças.

Mas é preciso considerar justamente essa diferença, a de que, àquela altura, sem saber de quem se tratava, perante um pregador de mensagens tão sublimes, concluir que somente uma mulher única e especial poderia vir a ser sua mãe.

Uma proclamação de louvor, sincero e natural, consequente e justo.

Carinhosamente venerada, Nossa Senhora haveria mais tarde de merecer a honraria de ser elevada aos céus, distinção que a Igreja com toda solenidade festeja nesta semana.

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Reflexão Dominical

João Paulo

João Paulo

João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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