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Publicado: Sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Inversão dos Sexos

Crédito: Internet A Inversão dos Sexos
De tanta inversão não vem nada de bom, só confusão.

Está em curso há décadas um amplo processo de engenharia social para destruir a humanidade. Teoria da conspiração? É o que dizem alguns. Mas é fato que o ser humano vem sendo atacado em escala global e ininterruptamente. Certos fatos recentes da sociedade brasileira comprovam bem essa tese.

Claro que toda essa engenharia social é realizada de forma muito sutil. Acobertada pela mídia em todo o planeta, suas ações não são percebidas pela grande maioria das pessoas. Elas influem no seu pensamento e no seu comportamento, mas você nem se dá conta disso.

A melhor forma de destruir o ser humano é descaracterizá-lo, transformando-o em algo irreconhecível para os padrões normais. É inverter tudo, contra toda lógica. É subverter a realidade humana usando os mais rasos argumentos. É mudar o ser humano de "pessoa" para "coisa", chegando ao grande cúmulo da nossa época: a própria pessoa coisifica a si mesma, fazendo de si mais um objeto a ser instrumentalizado.

O grande truque para a coisificação humana vem de ideologias que tentam justificar o aborto e a eutanásia. No caso do aborto, transforma-se o bebê humano em algo descartável. O filho no ventre já não é um ser humano em formação, mas um apêndice a ser jogado fora de acordo com a vontade da mulher. Alegam bobagens como ser esse um "assunto de saúde pública" ou então aparecem com frases feitas, do tipo "meu corpo, minhas regras".

Nada disso se sustenta diante do direito natural e inalienável à vida, o primeiro direito de cada homem ou mulher ainda no período de gestação. Na décima semana de gestação o bebê já possui suas impressões digitais. É sim um indivíduo, pessoa humana única. Nada, mesmo antes da décima semana de gestação, justifica o seu assassinato dentro do ventre da mãe.

Se o bebê escapa do aborto, mais perigos o aguardam quando se torna um adulto. Às mulheres, algumas tontologias tentam impor um processo de masculinização que beira à insanidade mental. Aos homens, dá-se o processo contrário: estes são feminilizados e socialmente castrados. As naturezas do homem e da mulher são invertidas, reinando o caos e a confusão. 

Como se tudo isso não bastasse, homens e mulheres são expostos ainda a processos de infantilização. E daí entendemos porque temos atualmente essa geração infeliz de pessoas egoístas e covardes, mimizentas e politicamente corretas. Adultos, que deveriam ser adultos, agem como crianças mimadas. E crianças, que deveriam ser apenas crianças, são pressionadas a viver como adultos sendo estimulados ao sexo precocemente e submetidos a uma agenda estressante: escola, natação, computação, caratê, etc.

De tantas inversões não pode vir nada de bom, obviamente. A perda da identidade é o princípio para a perda da sanidade. Quem não sabe o que é, acaba sendo coisa nenhuma. Quem tudo quer ser, nada acaba sendo. E por aí vai... Ninguém se espante, portanto, por vermos atualmente os esquerdistas defendendo um banco e loucuras como a pedofilia sendo defendidas abertamente. Bem vindo ao clube: da próxima vez em que você se perguntar porque o mundo parece uma loucura, já terá ao menos uma pista para começar a entender o caos ora reinante.

Amém.

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Visão de Mundo

Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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