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Publicado: Quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A Inconfiável Urna Eletrônica

Crédito: Internet A Inconfiável Urna Eletrônica
Será que devemos confiar na urna tanto assim?

Lembro-me muito bem de quando as urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas nas eleições. É claro que a gente gosta de novidades, principalmente as que facilitam a vida da gente. A urna eletrônica, quando chegou, agradou pela aparência. Realmente é uma maquininha simpática. Em poucos segundos, com apenas alguns toques, digita-se os números dos candidatos. Para além disso, a tal urna moderna possibilita apurar os votos computados muitíssimo mais rápido.

Acontece que, quando se trata de eleições, precisamos pensar em algo muito mais além do que simpatia, facilidade e rapidez. Nem tudo que reluz é ouro. O que vem fácil, vai fácil. Não adianta chegar rápido se não for na direção certa. Por mais que os brasileiros já tenham acostumado, a verdade é que a urna eletrônica não é unanimidade, tanto para leigos quanto para políticos e especialistas em informática.

Ninguém aqui deseja aderir irracionalmente em teorias conspiratórias. Mas existem certezas absolutas quanto à urna eletrônica? É proibido questionar sua eficácia e honestidade? A resposta é não. Sabemos que nenhum método, nenhuma tecnologia produzidas por seres humanos, são infalíveis. Portanto, o mínimo que se pode fazer é especular.

É preciso saber que as urnas eletrônicas não são utilizadas em países com mais histórico democrático que o nosso. Nos EUA e na Europa o voto ainda é impresso e à moda antiga. O motivo é simples: em necessidade ou simples desejo de apuração, há como conferir os votos depositados. Na urna eletrônica não há como. O eleitor não recebe comprovante. Está tudo dentro da máquina e a gente tem que acreditar. Simplesmente não há como conferir. Até num supermercado é possível conferir a compra realizada cruzando os dados do sistema do caixa e o cupom fiscal impresso, mas na urna eletrônica isso não é possível.

Stalin dizia que não interessa como o povo vota e nem em quem o povo vota. O importante mesmo é mandar naqueles que contam os votos sem ninguém saber. Eis o nó górdio das questões que envolvem a urna eletrônica. A gente vota, nosso voto entra na caixinha e ninguém, exatamente ninguém, tem como conferir que o meu voto está ali do exato moto que votei. Não é maluquice, é a verdade. Maluquice mesmo é acreditar cegamente na urna eletrônica.

Não acredito na urna eletrônica. Por mim, voltaríamos ao voto impresso ou ao meio termo: votar na urna eletrônica, levando um comprovante impresso do voto que fiz. Porém, acredito em alguém maior do que qualquer método ou sistema de computador. Que Deus nos ajude a votar bem, acima de qualquer dúvida. Amém.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é diácono transitório na Diocese de Jundiaí (SP) e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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