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Publicado: Segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Ignorância do Ateu

Crédito: Internet A Ignorância do Ateu
O ateu prefere continuar ignorando Deus, para muito além da simples teimosia.

Antes que se aflorem os nervos dos politicamente corretos, cabe esclarecer que a afirmação acima não deve ser interpretada raivosamente.  Não se está afirmando que o ateu seja desprovido de inteligência. A ignorância deve ser entendida aqui como o mero desconhecimento de Deus. O ateu é um ignorante, portanto, na medida em que não conhece e reconhece o seu próprio Criador.

Se um ateu prático converte-se de boa vontade ao abrir-se para a espiritualidade, o ateu convicto não cede facilmente porque agarra-se a conceitos puramente materialistas e racionais. O ateu convicto não se deixa convencer nem diante da maior evidência, da mais mística experiência. É algo muito além da teimosia.

O ceticismo do ateu convicto o impede de experimentar Deus. Não tem fé, nem acredita em nada. Ou quase nada: basta falar do Big Bang e da Evolução de Darwin (que são teorias e não verdades absolutas) que os transforma em dogma imediatamente, algo que nem mesmo os cientistas honestos fazem. Se a fé é uma via de mão dupla, o ateu convicto encarrega-se de bloquear um dos lados da avenida.

Desde que surgiram os primeiros grupamentos humanos há sinais de algum tipo de espiritualidade. Nos tempos mais longínquos, nos locais mais remotos, sempre houve traços de algum tipo de rito ou ordenamento religioso. Trata-se de um dado antropológico provado e comprovado, sobretudo pela arqueologia. Mesmo assim o ateu convicto, por ignorância, insiste em não rever seus conceitos.

O termo "religião" vem do latim "religare", que significa "religar" o plano terrestre com o plano celeste, em uma espécie de ponte. Ver as religiões apenas da perspectiva das instituições humanas é desconsiderar suas outras dimensões. Confundir as religiões com conjuntos de ideologias, filosofias, crendices ou superstições é ter uma visão rasteira sobre o assunto.

O ateu convicto, portanto, só possui tanta convicção porque na verdade prefere continuar ignorando a verdade antropológica das religiões e as experiências místicas colhidas por milhões de pessoas que ontem, hoje e sempre, aderiram a uma certa religiosidade.

A ignorância é um grande mal que medra e abunda no mundo inteiro, infelizmente deixando muitas pessoas afastadas de Deus. Da nossa parte fica sempre o empenho de fazer com que essas possam enxergar o Criador e suas maravilhas nos pequenos e grandes sinais que providencia para a nossa efêmera existência.

Amém.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista e professor, iniciou sua carreira em 1996. É colunista do Itu.com.br desde 2005 e membro da Academia Ituana de Letras desde 2011. É seminarista na Diocese de Jundiaí, atualmente cursando Teologia.

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