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Publicado: Sexta-feira, 4 de março de 2011

A Deus não se engana ...

IX Domingo do Tempo Comum. Seis de março.

Liturgia: Ano “A” , 2011.

Evangelho a cargo de São Mateus.

Versículos de 21 a 27, do capítulo 7.

*   *   *   *   *   *

“”  Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Nem todo aquele que me diz`Senhor, Senhor` entrará no reino dos céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai, que está nos céus. Naquele dia, muitos vão me dizer: `Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?`

Então eu lhes direi publicamente: `Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal`. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa”.  “”

*   *   *   *   *   *

O evangelho de hoje se alinha àqueles que primam pela clareza, a ponto de praticamente dispensar comentários. Ofertam oportunidade, pois, de reflexão objetiva e direta, pela limpidez de sua mensagem.

Labora em erro, se não em ingenuidade, quem imagina que engana a Deus.

Comum entre humanos, que se profiram palavras, na esperança ou até certeza de que, em não sendo sinceras, consigam enganar o próximo. Simulam amizade e verdade, que do coração contudo não saem. Às vezes, quer-se mal o semelhante, mas se lhe finge ser amigo. Palavras ocas, afinal.

Disso tudo, pode resultar que a realidade venha à tona e fica entao ridiculamente desnuda a falsidade de um afeto, porque inexistente.

Jesus hoje verbera exatamente essas atitudes de palavras ocas, da boca para fora.

Adverte pois, aberta e declaradamente, que as juras de amor a Ele não brotadas do coração, de nada valem.

Tempo perdido, mais ainda, quando a insolência humana, a título de conversa com Deus, quer se justificar com a denúcia de defeitos do outro. Ingênua tentativa de transferência de culpa.

Não menospreze ninguém perante Deus. Ele ama igualmente a você e a todos os seus filhos, independentemente de serem bons ou desorientados.

De qualquer forma por isso mesmo jamais cabe a alguém julgar ou preconizar caracteres a este ou aquele.

                                                                                                        João Paulo

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João Paulo, pseudônimo do jornalista Bernardo Campos, adotado para temas de espiritualidade.

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