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Publicado: Quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A cultura da não-violência...

Crédito: Banco de Imagens A cultura da não-violência...
“Uma resposta branda aplaca o furor, uma palavra dura atiça a cólera.” (Provérbios 15,1)
 
Dia Internacional da Paz. Pouco há que ser comemorado e muito que ser pensado sobre esse tema tão crucial nos nossos dias.
 
O homem continua no mundo animal e violento e vemos adiada sua migração definitiva para o reino dos racionais e civilizados. Parece que continua vencendo o lado violento sobre o pacífico. A Paz não pode germinar e crescer em meio à onda de violências e agressividades.
 
O ser humano vive nos surpreendendo com suas capacidades, especialmente de se acostumar com tudo. É o caso da violência, cujo vocábulo sofreu, como muitos outros, uma degeneração ou banalização no seu verdadeiro significado.
 
Paz e violência dependem das nossas atitudes em relação às pessoas. Sempre será possível escolher atitudes de paz ao invés de conflitos.
        
Somos a paz e somos a guerra. Não existe mundo violento e sim pessoas violentas.
        
O problema é que a violência não dá trégua e avança à medida em que recuamos e aceitamos... Começa nas atitudes mais corriqueiras, mais comuns, aparentemente sem muita importância e sem muitas conseqüências. O perigo é acostumar-se, o que ocorre com facilidade. Acabamos achando comum e normal o que vemos na televisão, nos filmes, nas revistas, na internet, nas novelas e nos programas, mesmo os infantis e humorísticos. Adotamos esses comportamentos e praticamos atitudes violentas sem nos dar conta disso.
        
Facilmente podemos perceber que a violência está presente no nosso dia-a-dia, em casa, na escola, no trabalho, nas festas, nos jogos e brincadeiras. Vemos violência contra a pessoa, a família, a sociedade, a natureza e até contra Deus.
        
Atitudes como a mentira, a falta de respeito, a poluição, jogar lixo na rua, quebrar uma planta, furar fila, discriminar, rabiscar ou pichar uma parede, gritar com os outros, xingar um colega, maltratar um animal, gozações de pessoas e até de situações sérias, exploração dos outros, traições, alimentam a violência e atrapalham a paz.
        
É preciso matar a violência de fome. As guerras, massacres, perseguições, terrorismo, assaltos, estupros e homicídios são apenas o topo da cadeia alimentar da violência.
        
Falta uma educação para o convívio e o respeito. Falta estimular a cultura da não-violência, primeiramente dentro de nós e progressivamente junto aos outros...
        
Estar atento para as competições e concorrências que encaminham para rivalidades, animosidades e inimizades perigosas.
        
Não se acostumar com a violência. Não estimular a violência. Não passá-la para frente, mas combatê-la com todas as nossas forças. Não revidar as atitudes violentas, os xingamentos e as agressões.
        
Vamos erradicar de nosso meio a violência, começando pelas pequenas, abrindo espaço para a implantação de uma civilização de paz. Vamos resgatar as boas maneiras: paciência, perdão, tolerância, diálogo, amizade...
        
Vamos respeitar as pessoas e seus direitos, elogiar com sinceridade, não irritar ou provocar os outros... Vamos respeitar os sinais de trânsito, plantar árvores e flores...
        
Finalmente, é preciso desarmar-se de coração e procurar não estar sempre prevenido contra tudo e contra todos; não ser tão implicante; não alimentar essa cultura de “não levar desaforo para casa...” responsável por tantos incidentes e tragédias desnecessárias.
           
É preciso ter boa-vontade, empenho e criatividade. Cultivar atitudes pacíficas. A Paz Mundial agradece!
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Família e Vida

Valdomiro Carezia

Valdomiro Carezia

Ex-professor e Auditor Fiscal Aposentado, possui Curso de Teologia para leigos. É colaborador no jornal "A Federação" de Itu.

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