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Publicado: Segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A Covardia de ser PAI

Crédito: Internet A Covardia de ser PAI
Ser pai não é pra qualquer um. É só para os realmente corajosos.

No Dia dos Pais há uma espécie de frenesi. Filhos e filhas, mães e tias, cunhados e sobrinhos acabam envolvidos, de alguma forma, em torno da data. Nossa sociedade é comunista no pensar e capitalista no agir. Todos os pais são importantes, mas o que vale mais é presentear o meu e ponto final. Quem se lembra de tantos pais desvalidos? Pais doentes e incapacitados em tantos hospitais e asilos? Quem se lembra dos pais que estão nas ruas? Mendigos e pedintes que têm filhos que não os suportaram? Lembram-se dos pais finados? Claro! Mas há vários pais como verdadeiros mortos-vivos entre nós.

Não é fácil ser pai. A partir do momento em que se recebe a notícia, tudo muda. Parece que todo o universo começa a girar diferente. Prioridades são invertidas. Alguns sonhos são sepultados e outros nascem do nada. Ser pai é uma responsabilidade tão grande, mas tão grande, que muitos hoje em dia não suportam a idéia. Há muito “macho” por aí que, na hora de assumir a paternidade, chora que nem criança ou foge como moleque delinquente.

Os moços de hoje são treinados a adquirir uma covardia patológica diante da paternidade. Não querem ser pais. Rejeitam a opção como se esta fosse uma maldição. Coitados... Mal sabem que ser pai é uma dádiva reservada a homens de verdade. E estes são poucos atualmente...

Tenho muitos amigos que são pais e alguns deles foram desses que sempre rejeitaram tal hipótese. Muitas bravatas e uma criança depois, o que todos me garantem é que nunca foram tão felizes desde que carregaram seus filhos nos braços. De solteiros incrédulos, transformaram-se em papais babões. Longe de ser algo ridículo, é maravilhoso! Não há mistério mais belo e realizador do que um pai babando de amor pela prole!

Há não muito tempo, ter muitos filhos era sinônimo de felicidade. Nasciam um, três, seis, nove filhos e o pai ficava contentíssimo. Tudo era encarado como uma bênção, uma vantagem evolutiva, uma segurança para a velhice futura. Hoje a maioria só pensa de verdade no pai pra lhe dar presentes no segundo domingo de Agosto. Que desgosto! No resto do ano muitos filhos não fazem nada do que o pai lhes ensinou e, ao contrário, passam a vida contrariando tudo quanto lhes foi orientado pela figura paterna. Chamam a isso de “liberdade”, “emancipação” e “independência”. Mas são apenas rebeldes, sem noção do valor de tudo quanto receberam dos pais.

Não é à toa que tantos se acovardam diante da paternidade. Realmente, em nossos tempos, é algo de dar medo. Rezo sempre para que Deus dê coragem aos que recebem a notícia de que serão pais. Rezo para que não fraquejem. E principalmente para que não se acovardem ao extremo, aderindo à moda de assassinar o próprio filho via aborto.

Ser pai é algo divino. Deus, que é o Pai de tudo e de todos, quis dividir tal alegria com os seres humanos. E com os homens, de modo especial. Ser pai é ser um reflexo de Deus na vida dos filhos. Quem é pai e quem é filho, sabe muitíssimo bem o que estou querendo dizer.

Homem: não seja um covarde! Caso surja a ocasião, seja um pai! Seja também um herói, um amigo, uma referência, um exemplo! Porque, depois de um tempo, só lhe restará ser lembrança. E o modo como somos lembrados diz muito sobre a nossa felicidade eterna. Há muita felicidade em ser um bom pai, tanto neste quanto no outro mundo.

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Salathiel de Souza

Salathiel de Souza

Jornalista, professor e teólogo, iniciou carreira em 1996. Membro da Academia Ituana de Letras, é sacerdote católico apostólico romano e autor de "Tudo Pela Missão! - Minha Experiência Missionária em Roraima".

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