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Publicado: Segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A alegria de evangelizar

A Alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele e são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento! Com Jesus Cristo, a alegria renasce sem cessar”. (Papa Francisco)

É impossível não concordarmos que o mundo e a sociedade mergulham rapidamente num materialismo, se encanta com o ter, com o consumo descontrolado e se escraviza diante do “deus” dinheiro.

É urgente acordar e reagir. Sem exagero, já estamos em estado de alerta. Infelizmente as atitudes do ser humano envergonham as nossas qualidades naturais e desnaturam o projeto da criação do homem que deveria ser imagem e semelhança de Deus.

Poderíamos citar as inúmeras justificativas para nos preocuparmos; mas, sempre é tempo de reverter esse quadro negro da vida. O mês de outubro é dedicado às missões. É um alerta para acordar sobretudo a nós cristãos católicos para uma revisão de vida, uma tomada de consciência da nossa força e da nossa responsabilidade de batizados e marcados pela graça de Deus quanto aos rumos da sociedade. Estatísticas indicam que em algumas regiões chega a 70 % o número de batizados que se afastaram da Igreja.

Para Bento XVI, o problema do nosso tempo se resume numa crise moral, fruto de uma “crise de Deus”, uma ausência de Deus, de religião levada a sério. O ser humano vem-se contentando com uma “religiosidade vazia”, que acaba por ruir a nossa fé. A consequência é uma verdadeira “epidemia” de preguiça espiritual que nos torna fracos para lutar contra a guerra que a sociedade desenvolve contra o sobrenatural, contra a Vida Divina a que somos chamados por Deus.

O mundo precisa de uma “nova evangelização”. Missão que foi confiada aos apóstolos pelo próprio Cristo e que se estende até nós: “Ide ao mundo e anunciai o Evangelho para toda a humanidade”. Portanto, repetindo as palavras de Paulo: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho”!

“Convertei-vos e crede no Evangelho”. Evangelizar-se para evangelizar. Viver o Amor de Deus, segundo a Verdade, que nos fortalece e nos afasta das mentiras do mundo. Evangelizar para recristianizar o mundo, tornar presente no coração dos homens a “boa nova, a boa notícia” acerca da verdadeira identidade de Jesus Cristo: plenamente Deus e plenamente homem que, por amor, morreu na cruz para nossa salvação, e ressuscitou dos mortos, garantindo a vida eterna ao seu povo. E isso não é passado, é hoje e sempre. Está no meio de nós “todos os dias, até o final dos tempos”.
Presente na Eucaristia, alimenta e sustenta a nossa vida plenamente.

Esta boa notícia não é outra coisa senão o amor de Deus, um amor tão incondicional, tão absoluto, tão verdadeiro como a cruz. Amor para ser vivido e irradiado… capaz de transformar os corações.

É preciso perceber que a vida tem muito mais do que o mundo pode oferecer pois o material não é suficiente para dar sentido a nossa vida.

Nas palavras do papa Francisco, o nosso coração “sabe que a vida não é a mesma coisa sem Jesus Cristo; pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros”.

Podemos concluir que o homem enfrenta uma desordem existencial e a sociedade sofre as consequências. O mundo está gravemente “enfermo”, carece de paz e de justiça, agoniza por falta de amor e de solidariedade. Tem jeito, mas depende do homem. Este sozinho não tem forças para vencer a maldade do mundo (o joio) que ameaça a bondade ( o trigo) de assumir a vida humana em sua plenitude. Precisa de religião, precisa de uma ligação forte com Deus.

Não se esqueça, a messe é grande e precisa de operários. O Reino de Deus precisa atingir a todos; precisa de anunciadores para levar Jesus àqueles que não O conhecem ou àqueles que O rejeitam.

Salve Maria!

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